Espiritismo

Em 1857 com a publicação de “O Livro dos Espíritos” de Alan Kardec, pseudônimo de Hypolite Leon Denizard Rivail, pedagogo, filósofo, escritor e cientista, o mundo veio a conhecer o Espiritismo, doutrina de características científicas, filosóficas, e morais.O século XIX foi escolhido pela espiritualidade para ser um período de aumento do intercâmbio entre o “mundo espiritual” e o “mundo físico”, pois o Homem já estava consciente o suficiente para que entendesse as relações entre os planos de existência, que eram conhecimentos exclusivos de grupos esotéricos fechados.

Com a Doutrina Espírita o mistério da vida e da morte foi revelado em níveis nunca antes tão explícitos, e com o conhecimento advindo de tais revelações, o amor e a confiança em Deus aumentaram sensivelmente, motivados por uma fé raciocinada.

O destino do Homem é ser feliz tornando-se gradativamente ao longo de uma longa jornada evolutiva, livre da dor, do sofrimento e da ignorância, alcançando a angelitude, caminhando para Deus.

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O que é Espiritismo?

O Espiritismo é, ao mesmo tempo, ciência, filosofia e religião.

– Como ciência, estuda os fenômenos mediúnicos e as relações que se podem estabelecer com os Espíritos. Ensina que: “A fé sólida é aquela que pode encarar a razão face a face”.

– Como filosofia, ensina noções mais aprofundadas a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Ensina, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo de nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento. Resume todos esses pontos na frase: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.

– Como religião, compreende as conseqüências morais decorrentes de tais ensinamentos, objetivando o “reencontro” do homem com Deus. Estabelece, como princípio maior da religião, que “Fora da Caridade não há salvação”.

O Espiritismo é uma doutrina fundada sobre a crença de existência de Espíritos e nas suas manifestações. A doutrina pressupõe um conjunto de princípios. Os princípios são as molas propulsoras de qualquer Filosofia, Ciência ou Religião. Os princípios espíritas diferem sobremaneira de outros princípios, principalmente das doutrinas espiritualistas. Nesse sentido, o Espiritismo difere das religiões pela ausência total de misticismo, não invocando revelações nem o sobrenatural. O espiritismo só admite fatos experimentais, com as deduções que deles se desprendem. Também se distingue da Metafísica ao repelir todo o raciocínio a priori e toda a solução puramente imaginativa.

O Espiritismo é a síntese de todo o processo cognitivo. Fornecendo-nos uma dimensão mais acurada do mundo espiritual e do seu relacionamento com o mundo físico, renova-nos a visão do “eu”, do “nós” e do “mundo” que nos rodeia. Baseando-se nos fatos experimentais, os Espíritas têm mais facilidade de estabelecer um vínculo racional entre o materialismo e o espiritualismo.


O que revela:

Revela conceitos  novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que reagem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

Qual a sua abrangência:

Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humano.
Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional e social.

O que ensina (pontos fundamentais):

Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
Os Espíritos são seres inteligente da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
Os Espíritos são criados simples  ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existência corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos impelem para o mal.
Jesus é  guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela humanidade.
O homem tem livre-arbítrio para agir, mas responde pelas consequências de sua ações.
A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
A prece torna  melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.
Prática Espírita:

Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebeste”.
A prática Espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
O Espiritismo não tem corpo sacerdotal e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensaios ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.
Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

Para saber mais: Livro “O que é o Espiritismo” – Allan Kardec.

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Uma opinião sobre “Espiritismo”

  1. Vocês sabiam?
    Agora o dia 18 DE ABRIL, é o DIA NACIONAL DO ESPIRITISMO

    A Câmara aprovou, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 291/07, que institui 18 de abril como o Dia Nacional do Espiritismo. A data foi escolhida porque exatamente no dia 18 de abril de 1857 foi publicada na França a primeira edição do Livro dos Espíritos, que trazia respostas a 501 perguntas. Já na segunda edição, este número passou para 1019 perguntas.
    A importância deste Dia Nacional não é está apenas no fato de se criar uma data comemorativa, mas reconhecer a importância desta doutrina e buscar a compreensão de possíveis movimentos preconceituosos e discriminatórios. Felizmente, o preconceito contra o espiritismo se torna a cada dia menos presente
    em nosso país e não devemos esquecer que quando esta doutrina chegou aqui, por volta de 1875, uma reunião de espíritas, para se realizar, precisava de autorização policial e do “cadastro” de todos os participantes. Portanto, temos que reconhecer que o espiritismo deu largos passos desde aquela época,
    o que comprova aquilo que o plano espiritual já nos antecipou: o Brasil é uma nação destinada a ser o Coração do Mundo – A Pátria do Evangelho.
    LUZ E PAZ!

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