Cosme e Damião

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Sempre que os espíritos de crianças chegam a um terreiro de Umbanda, vêm trazendo a alegria através de um comportamento que pode parecer irreverente para aqueles que senxergam o lado das brincadeiras, das cambalhotas e dos pedidos de balas e doces. Enquanto se espalham pelo terreiro, com seu jeito travesso, elas estão desfazendo magias, limpando o ambiente. São os magos da pureza e é comum dizerse: “o que os filhos das trevas fazem qualquer criança desfaz. O que a criança faz (no sentido do bem), ninguém desfaz ou interfere”.
Mas, de quais crianças estamos falando? Estamos falando dos Erês, ou da linha de Yori, ou ainda da falange de Ibeji. As designações são múltiplas para um mesmo fim, ou seja, a representação de instrutores e sábios que vestem roupagem fluídica, trazendo mensagens de grande profundidade e sabedoria. E quando falamos em crianças, na Umbanda, um nome e uma imagem se destacam em meio a essa energia de limpeza, cura e amor: Cosme e Damião, festejados no dia 27 de setembro.
Quem foram Cosme e Damião? Como dois santos católicos ganharam tamanha projeção nos trabalhos de Umbanda? Por que a distribuição de doces na data a eles consagrada? Cosme e Damião, os santos gêmeos, não se sabe exatamente se eram realmente gêmeos. Mas nasceram na Arábia, no século III, filhos de uma família nobre. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.
Eles estudaram medicina na Síria e, depois, foram exerce-la em Egéia. Ao tomarem contato com o Cristianismo, tornaram- se seus fieis seguidores e, confiando sempre no poder da oração e na Providência Divina, usaram a sua arte médica para curar os necessitados sem nada cobrar pelos seus serviços. Usaram a fé aliada aos conhecimentos científicos e em mutios casos os pacientes se encontravam a beira da morte e após o tratamento estavam curados. Ao serem questionados sobre suas atividades, respondiam: “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder”. Os
Por volta do ano 300, por ordem de Diocleciano, Imperador Romano que perseguia os cristãos, Cosme e Damião foram presos e acusados da prática de feitiçaria, pois assim eram vistas pelos pagãos as curas que realizavam. E, por isso, foram condenados à morte. Além de terem sofrido intensas torturas, existem várias versões para a sua morte: amarrados e jogados de um despenhadeiro; na primeira tentativa de matá-los, foram afogados, mas salvos por um anjo; foram lançados ao fogo, que não lhes causou mal algum; apedrejados, as pedras voltaram para trás sem atingilos; por fim, teriam sido decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas ocorreu no século IV em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, na Síria, onde foram sepultados. Mais tarde seu corpos foram transferidos para uma igreja dedicada a eles.

Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu num dia 26 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data. Inúmeros milagres se deram na sepultura deles. Mas na Umbanda é celebrado no dia 27 de setembro. Por serem considerados muito amigos das crianças, com o passar dos tempos estabeleceu-se popularmente a tradição de prometer doces e guloseimas quando um pedido feito a eles fosse realizado, além de se criar o costume de distribuir doces e brinquedos às crianças, no dia dedicado a eles.
No Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se ao culto africano da tradição Yorubá dos Orixás-Crianças. Segundo a lenda africana, os Orixás-Crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação. Uma característica da representação de Cosme e Damião, na Umbanda, é que, junto à imagem dos dois irmãos, aparece a de um menino, vestido igual a eles e comumente chamado de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete anos.
Os nomes de são Cosme e são Damião, entretanto, são pronunciados infinitas vezes, todos os dias, no mundo inteiro, porque, a partir do século VI, eles foram incluídos no cânone da missa, fechando o elenco dos mártires citados. Os santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

SARAVA COSME DAMIAO e DOUM

SARAVA as CRIANCINHAS!!!

 

Pontos Cantado de Cosme e Damião

Imagens de Erês

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10 opiniões sobre “Cosme e Damião”

  1. o que levou Cosme e Damião a serem mortos foram que um imperador chamado Diocleciano fez imagens de esculturas e obrigou as pessoas e adorarem. os dois pore´m se negaram pois eram contra a adoração a idolos por serem filhos de pessoas evangélicas. foi aí então que o imperador mandou tortutar até a morte os dois gemeos, que eram médicos e não cobravam por suas consultas.

  2. Sempre adimirei e respeitei os dois santos e em concideração a esse respeito resolvi saber mais sobre eles. Achei linda a história e podem acreditar, eles são milagrosos mesmo,sou testemunha de uma graça alcançada na minha família!

  3. A história de Cosme e Damião, nos leva a uma sensata conclusão: eles eram filhos do único e verdadeiro Deus,o criador dos céus e da terra, o único digno de toda adoração. Se Cosme e Damião estivessem vivos, certamente refutariam tudo aquilo que a religiosidade os atribui, sem sombra de dúvida desejariam tão somente serem considerados servos do Deus altíssimo.

    1. Essa foi contada por ele, Luizinho era um menino muito pobre, porém muito feliz e agitado, morava em casa muito humilde, na época, casa de madeira, chão batido e muito simples. Sua grande diversão, poderiamos até dizer paixão, era jogar bola com os amigos. Como era muito agitado, alegre e falador, todos os amigos gostavam muito dele e sempre o chamavam para brincar. Pela pressa de fazer as coisas, as vezes nem se alimentava direito e saia correndo para brincar, jogar bola. Em um desses dias muito frio, Luizinho jogou bola na chuva, ficou doente, era um resfriado que acabou virando Pneumonia. Após todos os cuidados necessários, na época os médicos eram poucos e atendiam as famílias em suas casas, Luizinho começa a se recuperar. Porém foi avisado pelo médico, sua Mãe e seu Pai que não poderia jogar bola por um bom tempo, para que ele pudesse se recuperar da doença e se fortalecer. Um dia quando sua mãe saiu para entregar as roupas que lavava de clientes, e seu pai estava trabalhando, Luizinho saiu para jogar bola, mesmo tendo sido avisado que isso seria perigoso. Nesse dia choveu novamente, Luizinho estava fraco ainda, tinha jogado bola por mais tempo que havia programado. quando sua mãe chegou em casa ele não estava, um panico a abateu nesse dia, quando olha aporta da cozinha o seu filho vem entrando muito fraco, cansado e abatido. Nem pensou em dar bronca, colocou-o na cama, mandou chamar o médico e seu pai. Mas antes que pudesse ser feito algo, Luizinho desencarna nesse dia nos braços de sua mãe.
      Luizinho foi amparado pelo mestre Pai Joaquim de Angola nesse momento se sua passagem, acompanhou a vida de sua familia com muito amor e preocupação até seus pais e irmãos desencarnarem. Por um longo tempo a tristeza se abateu em sua familia e todos no local onde morava. Hoje esse grande espirito de Luz, auxilio com seu Amor e Alegria nas giras de Ere na Umbanda, continua sendo orientado pelo mestre Pai Joaquim de Angola.
      Essa foi a Estoria de vida contada pelo Luizinho, meu Guia de Luz quando lhe perguntaram como ele vivei e morreu.

      Espero ter ajudado, Paz e Luz em sua Vida!

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