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A Gameleira Branca de Irôko, o Tempo

À frente da Casa de Umbanda, há uma gameleira branca que leva o axé de todos nesse terreiro, nela está envolto o alá honrando Irôko, O Tempo imemorável.

gameleiraA gameleira Branca de Irôko

“O Tempo dá, o Tempo tira, o Tempo passa e a folha vira!” – Esse ditado africano mostra o poder deste orixá nos destinos de tudo o que está vivo, mostra sua implacável influência na natureza ao nosso redor, assim como em nós mesmos!

Homenageado em 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis com quem é feito sincretismo pela igreja católica.

Irôko, o Tempo Místico

Irôko , o Tempo é uma árvore mítica, primordial, que existe desde de o início dos tempos, ao tempo sobrevive e a tudo neste mundo assiste.iroko

Na copa dessa gameleira branca vivem as Yamis Osorongá, as feiticeiras da floresta e através dessa árvore todos os orixás desceram a terra.

Irôko, o Tempo é o “orixá do grande pano branco que envolve o mundo“, em alusão feita às nuvens do céu.

Irôko, o Tempo representa os ciclos da natureza ao longo de toda a eternidade, é o orixá que concede aos seres humanos somente aquilo que é de merecimento.

O cumprimento do carma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo está nas mãos de Irôko, o Tempo.

Invocado principalmente nas questões de difícil solução, como a iminência de morte de alguém, por exemplo.

Ele rege as obrigações de santo e ordena o mundo com precisão. Seu culto está intimamente ligado ao culto de Ossaim, o protetor e mestre no uso dos poderes das folhas.

A saudação é “Iroko Y Só!” e raras são suas incorporações nos terreiros, assim como são raros seus filhos de santo.

Exú é Exú

Exú é Exú

exu

Exú é faca que corta, afiada e pronta à finalidade. É brincalhão, mas com Exú não se brinca. Não se veja ele como se vê os espíritos da Umbanda, pois na Quimbanda tudo tem outra conotação. É outra polaridade. Não há nem comiseração e nem meios termos. Há, sim, fidelidade – e muita – mas sem qualquer tipo de apego. O único apego de Exú é à Lei divina, da qual é acirrado guardião.
A lida de Exú é feia. A eles cabe a escória do mundo espiritual, o lodo da humanidade. Não lhes seriam apropriados arquétipos de muita delicadeza. Toleram bastante a impertinência dos encarnados mas desde que essa não esteja lhes prejudiquem o trabalho, pois quando Exú tem um dever a cumprir ele cumpre. Não há ‘talvez’ com esses senhores.
Aprendi a ser diligente com Exú por ser essa uma força que vibra na neutralidade entre o humano e o divino. Aprendi a ser cautelosa com eles por terem personalidade muito forte. Aprendi a admirá-los por serem trabalhadores incansáveis dos Orixás e, por fim, aprendi a amar os Exús pelo tanto que já me ajudaram e ensinaram nessa vida.
Se não fosse Exú, entendam ou não os que são de outra religião, esse mundo já tinha virado um grande inferno há muito tempo.
Laroiê Exú!

Exú é o equilíbrio de tudo

exu___

Abaixo transcrevo uma lenda que encontrei num livro de Pierre Vergé. Mesmo advinda de uma visão mítica, própria do Candomblé, a estória me parece bastante auxiliar para a compreensão de Exú também como arcano da Umbanda:

Havia uma estrada que dividia quatro fazendas, cujos fazendeiros eram amigos. Certa vez passou um homem por essa estrada, que sobre a cabeça usava um vistoso chapéu. Ao final do dia, os fazendeiros comentaram o fato. Um deles disse: “Viram o homem de chapéu preto?” E o outro: “Preto? O chapéu era azul!”. E o terceiro: “São cegos? O chapéu era verde!”. E o último: “Vocês estão loucos, eu vi bem e o chapéu era vermelho como sangue!”. E passaram a discutir. Sem que um conseguisse convencer o outro, acusaram-se mutuamente de mentirosos. Juntou gente para ver o tumúlto. Já estavam nas vias de fato quando lá de trás grita o tal homem: “Parem de brigar, estúpidos! Era eu quem usava o chapéu. Eu sou Exú, e gosto de causar confusão!”Parece boba, mas a lenda é instrutiva. Exú nada mais fez do que passar pela estrada com seu chapéu de quatro cores (a simbolizar os quatro elementos, os pontos cardeais, as quatro fases do processo alquímico…), indicando que domina as forças da natureza e situa-se no centro desse poder. Esse também é, em outras palavras, o significado da encruzilhada. Também confirmamos aqui que Exú, em sua completude, será sempre mistério, sobre-humano, para nós. Podemos mirá-lo em um de seus aspectos, ou em outro, mas seu todo permanecerá oculto.

Não foi Exú quem causou a confusão, os homens brigaram por si mesmos. Ele somente provou aos fazendeiros que se tivessem confiado um na palavra do outro teriam decifrado a verdade. Numa saudável lição de humildade, Exú devolveu aos homens sua própria torpeza. Eis um de seus muitos atributos. Por isso se afirma que ele é neutro e habita o ponto de equilíbrio entre o Céu e a Terra.

Exú é o equilíbrio de tudo.

Laroyê Exú

Besouro – O Filme

 

Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que — ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física — desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.

Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.

Assim era sociedade rural brasileira de 1897, ano em que Manoel Henrique Pereira, filho dos ex-escravos João Grosso e Maria Haifa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.

Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá – ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores – e posteriormente com a polícia – que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.

Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. Não por acaso, constam nas histórias sobre ele episódios de brigas grandiosas com a polícia, nas quais ele sempre se saía melhor, mesmo quando enfrentava as balas de peito aberto. Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada. O capoeirista era, portanto, “aquele que batia e depois sumia”. E sumia como? Voando, diziam as pessoas…

Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito – e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil – nos anos que se sucederam à sua morte.

Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de “corpo fechado”.

E Besouro, o mito, certamente era um desses.

Fonte/Crédito: Britosilva

 

 

Saravá nosso Pai Ogum!

Dia 23 de Abril, Hoje é dia de falar com Ogum, de sentirmos Ogum, de nos dedicarmos à Ogum!
 

Ogum é o mais popular Orixá do Brasil, e sua crença transcende as religiões afro-brasileiras. Pelo sincretismo está relacionado a São Jorge, o Santo Guerreiro.

Ogum, como personagem histórico africano, é apontado como o filho primogênito de “Odudua”, o fundador de Ifé (cidade da Nigéria, considerada a capital religiosa dos iorubás). Em todos os cantos da África negra Ogum é conhecido, fez-se respeitar pelo seu carácter devastador, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura, caracterizado como o ORIXÁ CONQUISTADOR. Era um temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre rico espólio e numerosos escravos. Pode-se dizer que Ogum matou gente no entanto matou a fome de muita gente, por isso, antes de ser temido, Ogum é calorosamente amado.

Ogum é a força do Avanço, do Trabalho, aquele que está sempre na frente. Ogum foi quem ensinou o homem a forjar o ferro e o aço, representando a avanço, a tecnologia e as transformações que o trabalho propicia. Para Ogum a retidão, a verdade e a justiça são importantes, mas sua principal ocupação não é determinar o que é certo ou errado, e sim fazer prevalecer aquilo que julga certo, portando Ogum faz justiça com as próprias mãos, empreendendo e decidindo, jamais deixando para outros o que julga ser problema e domínio seu.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.

No sincretismo religioso Ogum é representado por São Jorge e especificamente na Bahia por São Sebastião! Ainda hoje a Ordem dos Templários vive, prega e divulga os ensinamentos de São Jorge.

CARACTERÍSTICAS

Cor Vermelha (Azul Rei) (Em algumas casas também o verde)
Fio de Contas Contas e Firmas Vermelhas Leitosas
Ervas Peregum(verde), São Gonçalinho, Quitoco, Mariô, Lança de Ogum, Coroa de Ogum, Espada de Ogum, Canela de Macaco, Erva Grossa, Parietária, Nutamba, Alfavaquinha, Bredo, Cipó Chumbo.(Em algumas casas: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba)
Símbolo Espada. (Também, em algumas casas: ferramentas, ferradura, lança e escudo)
Pontos da Natureza Estradas e Caminhos (Estradas de Ferro). O Meio da encruzilhada pertence a Ogum.
Flores Crista de Galo, cravos  e palmas vermelhas.
Essências Violeta
Pedras Granada, Rubi, Sardio. (Em algumas casas: Lápis-Lazúli, Topázio Azul)
Metal Ferro (Aço e Manganês).
Saúde Coração e Glândulas Endócrinas
Planeta Marte
Dia da Semana Terça-Feira
Elemento Fogo
Chakra Umbilical
Saudação Ogum Iê
Bebida Cerveja Branca

Comidas Cará, feijão mulatinho com camarão e dendê. Manga Espada
Numero 2
Data Comemorativa 23 de Abril (13 de Junho)
Sincretismo São Jorge. (Santo Antônio na Bahia)
Incompatibilidades: Quiabo
Qualidades Tisalê, Xoroquê, Ogunjá, Onirê, Alagbede, Omini, Wari, Erotondo, Akoro Onigbe.

ATRIBUIÇÕES

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem uma conduta alternativa.

Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um “caboclo” de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

OGUM, GUERREIRO DA GLÓRIA E DA SALVAÇÃO, CUMPRIDOR E MANIFESTADOR DA GRANDE LEI DE EQUILÍBRIO UNIVERSAL

Ogum representa a energia primária, causadora das transformações. Na Umbanda manifesta-se como um guerreiro. Esta é uma das divindades ou orixás que trabalham dentro das sete llnhas da Umbanda. A estas linhas estão subordinados todos os Guias falangeiros que trabalham de acordo com sua vibração original, atendendo ao postulado maior conclamado pelo caboclo das sete encruzilhadas:

“A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE”.

Sempre que necessitamos tomar uma decisão ou rea lizar algo de concreto em nossas vidas, é preciso que haja um “pontapé inicial”, algo que dê força para iniciarmos nosso intento. Todo movimento é reali zado a partir da geração de energia, e, para que essa energia seja gerada, precisamos da “Força da Transformação”.

Para tudo que é gerado na Natureza existe um elemento que propicia essa geração; no caso dessa força transfor madora, o elemento é o “ígneo”, o Fogo.

A origem da palavra OGUM vem da palavra “agaum”: salvação, glória, inovação. A salvação que vem de Deus, a glória das vitórias nas batalhas e a inovação, que é a própria for ça transformadora. Ogum significa, então, a luta que se inicia para que se chegue à transformação. Ele é o ponto de partida, o que vai na frente.

Dentro da Linha Espiritual de Ogum, na Umbanda, trabalham muitos Espíritos que controlam essas lutas, que são conseqüência direta da Lei de Causa e Efeito, reajustando tudo dentro da Grande Lei, por isso Ogum se manifesta como um soldado, cumpridor da Lei.

Em linhas gerais o médium, quando incorporado de um falangeiro de Ogum, costuma se apresentar como um soldado, com capa vermelha, capacete, escudo e espada, simbolizando a luta e a defesa. Sua guia é de cor branca e vermelha.

FALANGES DE OGUM

1. OGUMBEIRA-MAR
2. OGUM ROMPE-MATO
3. OGUM MEGÊ
4. OGUM NARUÊ
5. OGUM MATINATA
6. OGUM IARA
7. OGUM DELE (ou de Lei)

OGUM BEIRA-MAR

Na areia do mar é conhecido como Beira-Mar e nas ondas é Ogum Sete Ondas. Suas cores são vermelha e branca. Atua na ronda da Calunga Grande (mar, oceano) e no reino de lemanjá. As oferendas são feitas na areia molhada, sobre um pano branco com bordas vermelhas.

OGUM ROMPE-MATO

Esta falange costuma trabalhar cruzada com Oxossi, nas matas e nas pedreiras, onde também é conhecido como Ogum das Pedreiras, trabalhando cruzado com Xangô. Suas cores são branca e vermelha, algumas vezes verde e vermelho, combinando com o branco. As oferendas para Ogum Rompe-Mato devem ser feitas na entrada da mata; Ogum das Pedreiras recebe suas oferendas em volta de uma pedreira.

OGUM MEGÊ

Sua falange trabalha na Calunga Pequena (cemitério), na calçada que o cerca, diretamente com as almas. Suas cores são branca e vermelha e suas oferendas devem ser feitas em volta do cemitério.

OGUM NARUÊ

Trabalha basicamente no des manche da magia negra, dentro da Linha das Almas, exercendo seu domínio sobre as almas quimbandeiras. Suas cores são branca e vermelha e aceita suas oferendas dentro do cemitério ou na mata, em locais consagrados para esses rituais.

OGUM MATINATA

Defende os campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bastante comuns em colinas floridas. Não há muitos médiuns que conseguem tê-lo como Guia, pois é bastante difícil de incor­porar. Suas cores são branca e vermelha, predominando mais o branco. Suas oferendas devem ser entregues em campos com muitas flores. Apesar de guardar as oferendas de Oxalá, não vibra diretamente com o mesmo.

OGUM IARA

Esta é a falange que trabalha nos rios, lagos e cachoeiras, grande colaborador de Oxum. Suas cores são branca e vermelha e também, algumas vezes, verde e vermelho, simbolizando a mata. Suas oferendas devem ser feitas em rios, lagos e cachoeiras.

OGUM DE LEI

Traz consigo a vibração pura de Ogum e trabalha para todo o planeta. É a própria Lei regendo os reajustes cármicos. Suas oferendas podem ser feitas em qualquer lugar do mundo, acrescida de uma vela oferecida ao tempo.

ERVAS DE OGUM

Várias são as ervas utilizadas nos trabalhos para a vibração de Ogum, como Espada de Ogum, Losna, Jurubeba, Romã, Aguapé, Mariô, Comigo-ninguém-pode, entre outras.

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

Pontos de Ogum – https://cantodoaprendiz.wordpress.com/2009/01/07/pontos-de-ogum/ – Acesse esse link

Um excelente sábado de Ogum a todos!

Saravá Ogum!!!!

Cumprimentos e Posturas

Se observarmos e analisarmos os rituais das inúmeras religiões existentes, encontraremos neles um sentido comum; o de invocar as Divindades, as Potências Celestes, ou melhor, as Forças Espirituais. O objetivo é sempre o mesmo, a preparação de atração destas forças à corrente religiosa que a pratica.
Em qualquer ritual, do mais básico ao mais espiritualizado, é certo que encontraremos atos e práticas que predispõe a criatura a harmonizar-se com o objetivo invocado, isto é, procura-se pô-lo em relação direta, mental com, os deuses, divindades, forças, santos, entidades, etc., e em todos eles, os fenômenos espiritualistas acontecem.
Assim para preparar ou elevar o psiquismo de um aparelho e obter-se o equilíbrio da sua mente com os corpos Astral e físico, indispensável se torna que ensinemos à esses ditos aparelhos, determinadas posições necessárias, com o fito de que eles possam harmonizar sua faculdade mediúnica individual, com as vibrações superiores das Entidades que militam na Lei de Umbanda.

– A Cultura Tradicional do Povo Yorùbá é muito rígida no tocante a educação e respeito. Os mais jovens são ensinados a manter todo o respeito pelos mais velhos. Compreendendo que a idade é sinal de posse de experiência e sabedoria. O cumprimento dos mais jovens para com os mais velhos é um sinal de demonstração desse respeito.

O DÒBÁLÈ – (tradução literal = peito na terra vindo de dùbúlè que é deitar) é o cumprimento feito “somente pelos homens”, não cabendo a mulher a atitude de deitar em respeito.

Para as mulheres cabe TOMAR A POSTURA CHAMADA DE KÚNLÈ (LITERAL = JOELHO NA TERRA), ou seja, simplesmente “ajoelhar” e pedir a bênção daqueles que são merecedores de respeito.

Apesar de poligâmica, e às vezes extremamente machista, essa Cultura mantém um extremo cuidado para com as crianças e mulheres. Nos cumprimentos, as mulheres não expõem ao perigo seus seios ou ventre, para o caso das gestantes, deitando-se sobre eles no chão como é o ato do dòbálè. Esse costume de cumprimentar deitando-se ou ajoelhando-se foi mantido nas Ilé Òrìsà, porém com o grave erro, o de fazer as mulheres deitarem-se colocando os seios no chão, que saliento, não é do costume do Povo Yorùbá. O cumprimento, não está relacionado com o Òrìsà Olorí (Dono da Cabeça), mas está diretamente relacionado com a Boa Educação e com os cuidados com as mulheres. Portanto que se compreenda que, é dever dos que mantém as Tradições do Povo Yorùbá exigir o respeito a quem de direito, mas é dever dos mais velhos zelar pelo bem estar daqueles que se submetem à ele.

Kúnlè é o que as mulheres devem fazer para cumprimentar. Continuar lendo Cumprimentos e Posturas

Hoje é dia de Iemanjá!!!

Hoje é um dia de muita alegria, emoção e devoção.

Hoje, dia 2 de fevereiro, é dia da Rainha do Mar, da Senhora de Coroa Estrelada, da Mãe da Umbanda, dos Orixás e Mãe de nossas Cabeças… que privilégio nosso, não é mesmo?!?

Encontrar um único adjetivo, atributo ou qualidade a Mãe Iemanjá é muito difícil, afinal ela é aquela que nos acolhe, alimenta, conduz, fecunda, nutri, intui… Sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes e com Nossa Senhora das Candeias, seu maior festejo acontece na Praia do Rio Vermelho em Salvador/Bahia por uma multidão de pessoas das mais diversas religiões, principalmente pelos adeptos do Candomblé e da Umbanda. Continuar lendo Hoje é dia de Iemanjá!!!

Oração aos orixás

Que a irreverência e o desprendimento de Exú nos animem a não encarar as coisas de forma como elas parecem á primeira vista e sim que nós aprendemos que tudo na vida,por pior que seja,terá sempre o seu lado bom e proveitoso! LARO YÊ  EXU!!

Que a tenecidade de Ogum nos inspire a viver com determinação,sem que nos intimide com pedras,espinhos e trevas.Sua espada e sua lança,desobstruam nosso caminho e seu escudo nos defenda! OGUM YÊmeu Pai!

Que ao labor de Oxossi nos estimule a conquistar sucesso e fartura á custa de nosso próprio esforço.Que suas flechas caiam á nossa frente,á nossas costas,á nossa direita e á nossa esquerda,cercando-nos para que nenhum mal nos atinja. OKÊ ARÔ ODE!!

Que as folhas de Ossanhe forneçam o bálsamo revitalizante que restaure nossas energias,mantendo nossa mente sã e corpo são. EWE OSSANHE!

Que Oxum nos dê a serenidade para agir de forma consciente e equilibrada.Tal como suas águas doces -que seguem desbravadoras no curso de um rio,entercortando pedras e se precipitando numa cachoeira,sem parar nem ter como voltar atrás,apenas seguindo para encontrar o mar-assim seja que nós possamos lutar por um obletivo sem arrependimentos. ORA YEYÊO OXUM!!!

Que o arco íris de Oxumaré tranporte para o infinito nossas orações,sonhos e anseios,e que nos traga as respostas divinas,de acordo com nossos merecimentos. ARROBOBO OXUMARÉ!!

Que os raios de Iansã alumiem nosso caminho e o turbilhão de seus ventos leve para longe  de nós aqueles que  se aproximam com o intuito de se aproveitarem de nossas fraquezas. EPA HEY OYÁ!

Que as pedreiras de Xangô sejam a consolidação da lei divina em nosso coração.Seu machado pese sobre nossas cabeças agindo na consciência,e sua balança nos incuta o bom senso. CAÔ CABELECILE!

Que as ondas de Iemanjá nos descarreguem,levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia,dando-nos a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que  nos causa dor,e que seu seio materno nos acolha e nos console.ODOYÁ,IEMANJÁ!

Que as cabaças de Obaluaiê tragam não só a cura de nossas mazelas corporais,como também ajudem nosso espírito a se despojar das vicissitudes. ATOTÔ OBALUAIÊ!

Que a sabedoria de Nanã nos dê uma outra perspectiva de vida,mostrando que,cada nova existência que temos,seja aqui na terra ou em outros mundos,gera a bagagem que nos dá meios para atingir a evolução,e não uma forma de punição sem fim como julgam os incensatos. SALUBA NANÃ!

Que a vitalidade dos Ibejis nos estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado;que nós não percamos a pureza mesmo que,ao nosso redor,a tentação nos envolva.Que a inocência não signifique fraqueza,mas sim,refinamento moral! ONI DI BEIJADA!!

Que a paz de Oxalá renove nossas esperanças de que,depois de erros e acertos;tristezas e alegrias;derrotas e vitórias;chegaremos ao nosso objetivo mais nobre,aos pés de Zambi Maior! EPA BABÁ Grande Pai Oxalá!

Que assim seja, porque assim o é, porque assim o será!