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Exú é Exú

Exú é Exú

exu

Exú é faca que corta, afiada e pronta à finalidade. É brincalhão, mas com Exú não se brinca. Não se veja ele como se vê os espíritos da Umbanda, pois na Quimbanda tudo tem outra conotação. É outra polaridade. Não há nem comiseração e nem meios termos. Há, sim, fidelidade – e muita – mas sem qualquer tipo de apego. O único apego de Exú é à Lei divina, da qual é acirrado guardião.
A lida de Exú é feia. A eles cabe a escória do mundo espiritual, o lodo da humanidade. Não lhes seriam apropriados arquétipos de muita delicadeza. Toleram bastante a impertinência dos encarnados mas desde que essa não esteja lhes prejudiquem o trabalho, pois quando Exú tem um dever a cumprir ele cumpre. Não há ‘talvez’ com esses senhores.
Aprendi a ser diligente com Exú por ser essa uma força que vibra na neutralidade entre o humano e o divino. Aprendi a ser cautelosa com eles por terem personalidade muito forte. Aprendi a admirá-los por serem trabalhadores incansáveis dos Orixás e, por fim, aprendi a amar os Exús pelo tanto que já me ajudaram e ensinaram nessa vida.
Se não fosse Exú, entendam ou não os que são de outra religião, esse mundo já tinha virado um grande inferno há muito tempo.
Laroiê Exú!

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Canto para Iansã

Queridos irmãos,

Compartilho com vocês uma homenagem que o Babalorixá, cantor e compositor Carlos Buby fez em louvor à Iansã. Foi formado um coral com 12 filhos de Xangô, representando os 12 Ministros deste Orixá.
Parabéns Pai Buby por esse belíssimo trabalho.
Eparei Oyá!!!

Contato: flavia@batoke.com.br
www.batoke.com.br

Saravá nosso Pai Ogum!

Dia 23 de Abril, Hoje é dia de falar com Ogum, de sentirmos Ogum, de nos dedicarmos à Ogum!
 

Ogum é o mais popular Orixá do Brasil, e sua crença transcende as religiões afro-brasileiras. Pelo sincretismo está relacionado a São Jorge, o Santo Guerreiro.

Ogum, como personagem histórico africano, é apontado como o filho primogênito de “Odudua”, o fundador de Ifé (cidade da Nigéria, considerada a capital religiosa dos iorubás). Em todos os cantos da África negra Ogum é conhecido, fez-se respeitar pelo seu carácter devastador, pois soube conquistar cada espaço daquele continente com a sua bravura, caracterizado como o ORIXÁ CONQUISTADOR. Era um temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre rico espólio e numerosos escravos. Pode-se dizer que Ogum matou gente no entanto matou a fome de muita gente, por isso, antes de ser temido, Ogum é calorosamente amado.

Ogum é a força do Avanço, do Trabalho, aquele que está sempre na frente. Ogum foi quem ensinou o homem a forjar o ferro e o aço, representando a avanço, a tecnologia e as transformações que o trabalho propicia. Para Ogum a retidão, a verdade e a justiça são importantes, mas sua principal ocupação não é determinar o que é certo ou errado, e sim fazer prevalecer aquilo que julga certo, portando Ogum faz justiça com as próprias mãos, empreendendo e decidindo, jamais deixando para outros o que julga ser problema e domínio seu.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.

No sincretismo religioso Ogum é representado por São Jorge e especificamente na Bahia por São Sebastião! Ainda hoje a Ordem dos Templários vive, prega e divulga os ensinamentos de São Jorge.

CARACTERÍSTICAS

Cor Vermelha (Azul Rei) (Em algumas casas também o verde)
Fio de Contas Contas e Firmas Vermelhas Leitosas
Ervas Peregum(verde), São Gonçalinho, Quitoco, Mariô, Lança de Ogum, Coroa de Ogum, Espada de Ogum, Canela de Macaco, Erva Grossa, Parietária, Nutamba, Alfavaquinha, Bredo, Cipó Chumbo.(Em algumas casas: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba)
Símbolo Espada. (Também, em algumas casas: ferramentas, ferradura, lança e escudo)
Pontos da Natureza Estradas e Caminhos (Estradas de Ferro). O Meio da encruzilhada pertence a Ogum.
Flores Crista de Galo, cravos  e palmas vermelhas.
Essências Violeta
Pedras Granada, Rubi, Sardio. (Em algumas casas: Lápis-Lazúli, Topázio Azul)
Metal Ferro (Aço e Manganês).
Saúde Coração e Glândulas Endócrinas
Planeta Marte
Dia da Semana Terça-Feira
Elemento Fogo
Chakra Umbilical
Saudação Ogum Iê
Bebida Cerveja Branca

Comidas Cará, feijão mulatinho com camarão e dendê. Manga Espada
Numero 2
Data Comemorativa 23 de Abril (13 de Junho)
Sincretismo São Jorge. (Santo Antônio na Bahia)
Incompatibilidades: Quiabo
Qualidades Tisalê, Xoroquê, Ogunjá, Onirê, Alagbede, Omini, Wari, Erotondo, Akoro Onigbe.

ATRIBUIÇÕES

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem uma conduta alternativa.

Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um “caboclo” de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

OGUM, GUERREIRO DA GLÓRIA E DA SALVAÇÃO, CUMPRIDOR E MANIFESTADOR DA GRANDE LEI DE EQUILÍBRIO UNIVERSAL

Ogum representa a energia primária, causadora das transformações. Na Umbanda manifesta-se como um guerreiro. Esta é uma das divindades ou orixás que trabalham dentro das sete llnhas da Umbanda. A estas linhas estão subordinados todos os Guias falangeiros que trabalham de acordo com sua vibração original, atendendo ao postulado maior conclamado pelo caboclo das sete encruzilhadas:

“A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO PARA A CARIDADE”.

Sempre que necessitamos tomar uma decisão ou rea lizar algo de concreto em nossas vidas, é preciso que haja um “pontapé inicial”, algo que dê força para iniciarmos nosso intento. Todo movimento é reali zado a partir da geração de energia, e, para que essa energia seja gerada, precisamos da “Força da Transformação”.

Para tudo que é gerado na Natureza existe um elemento que propicia essa geração; no caso dessa força transfor madora, o elemento é o “ígneo”, o Fogo.

A origem da palavra OGUM vem da palavra “agaum”: salvação, glória, inovação. A salvação que vem de Deus, a glória das vitórias nas batalhas e a inovação, que é a própria for ça transformadora. Ogum significa, então, a luta que se inicia para que se chegue à transformação. Ele é o ponto de partida, o que vai na frente.

Dentro da Linha Espiritual de Ogum, na Umbanda, trabalham muitos Espíritos que controlam essas lutas, que são conseqüência direta da Lei de Causa e Efeito, reajustando tudo dentro da Grande Lei, por isso Ogum se manifesta como um soldado, cumpridor da Lei.

Em linhas gerais o médium, quando incorporado de um falangeiro de Ogum, costuma se apresentar como um soldado, com capa vermelha, capacete, escudo e espada, simbolizando a luta e a defesa. Sua guia é de cor branca e vermelha.

FALANGES DE OGUM

1. OGUMBEIRA-MAR
2. OGUM ROMPE-MATO
3. OGUM MEGÊ
4. OGUM NARUÊ
5. OGUM MATINATA
6. OGUM IARA
7. OGUM DELE (ou de Lei)

OGUM BEIRA-MAR

Na areia do mar é conhecido como Beira-Mar e nas ondas é Ogum Sete Ondas. Suas cores são vermelha e branca. Atua na ronda da Calunga Grande (mar, oceano) e no reino de lemanjá. As oferendas são feitas na areia molhada, sobre um pano branco com bordas vermelhas.

OGUM ROMPE-MATO

Esta falange costuma trabalhar cruzada com Oxossi, nas matas e nas pedreiras, onde também é conhecido como Ogum das Pedreiras, trabalhando cruzado com Xangô. Suas cores são branca e vermelha, algumas vezes verde e vermelho, combinando com o branco. As oferendas para Ogum Rompe-Mato devem ser feitas na entrada da mata; Ogum das Pedreiras recebe suas oferendas em volta de uma pedreira.

OGUM MEGÊ

Sua falange trabalha na Calunga Pequena (cemitério), na calçada que o cerca, diretamente com as almas. Suas cores são branca e vermelha e suas oferendas devem ser feitas em volta do cemitério.

OGUM NARUÊ

Trabalha basicamente no des manche da magia negra, dentro da Linha das Almas, exercendo seu domínio sobre as almas quimbandeiras. Suas cores são branca e vermelha e aceita suas oferendas dentro do cemitério ou na mata, em locais consagrados para esses rituais.

OGUM MATINATA

Defende os campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bastante comuns em colinas floridas. Não há muitos médiuns que conseguem tê-lo como Guia, pois é bastante difícil de incor­porar. Suas cores são branca e vermelha, predominando mais o branco. Suas oferendas devem ser entregues em campos com muitas flores. Apesar de guardar as oferendas de Oxalá, não vibra diretamente com o mesmo.

OGUM IARA

Esta é a falange que trabalha nos rios, lagos e cachoeiras, grande colaborador de Oxum. Suas cores são branca e vermelha e também, algumas vezes, verde e vermelho, simbolizando a mata. Suas oferendas devem ser feitas em rios, lagos e cachoeiras.

OGUM DE LEI

Traz consigo a vibração pura de Ogum e trabalha para todo o planeta. É a própria Lei regendo os reajustes cármicos. Suas oferendas podem ser feitas em qualquer lugar do mundo, acrescida de uma vela oferecida ao tempo.

ERVAS DE OGUM

Várias são as ervas utilizadas nos trabalhos para a vibração de Ogum, como Espada de Ogum, Losna, Jurubeba, Romã, Aguapé, Mariô, Comigo-ninguém-pode, entre outras.

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge Rogai por Nós.

Pontos de Ogum – https://cantodoaprendiz.wordpress.com/2009/01/07/pontos-de-ogum/ – Acesse esse link

Um excelente sábado de Ogum a todos!

Saravá Ogum!!!!

Homenagem a Ogum – Carlos Buby

HOMENAGEM DO TEMPLO GUARACY A OGUM

“Quando canto para Ogum me sinto um menino livre e protegido.
Em cada compasso regido pela Espada de Luz percebo os passos que ainda não dei. Nos acordes marcados pela cadencia da alvorada, me aqueço com o Manto encarnado, presente em cada amanhecer. Quando canto para Ogum me sinto parte da Banda que a Umbanda nos revelou. Mas para haver harmonia precisamos cantar juntos”.
Carlos Buby

Um pouco mais sobre o Babalorixá Carlos Buby:

Homem de poucas palavras e de respostas rápidas, Carlos Buby nasceu em uma fazenda do interior de Alagoas, no nordeste brasileiro. Dessa origem, carrega os traços fortes marcados pelos contrastes de nossa terra. Contrastes que lhe trouxeram inspiração para a musica e para busca da espiritualidade.

Chegou em São Paulo aos sete anos de idade e, já aos 15 anos, teve seu primeiro encontro com a música, ocasião em que compôs “Nas barras de uma rede”. No entanto, a difícil realidade de uma vida de poucos recursos, fizeram com que ele fosse trabalhar como office boy em um laboratório. Fez de tudo um pouco, até mesmo viajar à lugares remotos do interior do Brasil em busca de oportunidades. Se os anos que seguiram em busca do sonho de musico não foram fáceis, contribuíram muito para a estrutura do homem que é hoje. Cantou em bares, com sua banda fez shows nos mais diversos lugares, e participou dos festivais de música da época, berço de talentosos compositores da MPB.

Essa trajetória, e mais tarde uma experiência como enfermeiro, foram os pilares de sua formação num tempo em que a ditadura e a repressão tentavam calar sua voz e a de muitos outros que, como ele, eram perseguidos por perseguirem seus sonhos.

Aos 17 anos, foi vencedor do Primeiro Festival Inter-colegial da Musica Brasileira, classificando duas músicas: “Chofer de Caminhão” (vencedora do festival) e “Fórmula I”. Músicas fortes que venceram por dizerem o que o povo queria ouvir mas que, no entanto, jamais receberam o prêmio de serem gravadas pois falavam o que não era permitido dizer.

Porém, uma “força interna” que ele chama de Guaracy, jamais permitiu que abandonasse seu sonho. “O que a gente pensa que é um sonho, na verdade é uma expectativa de vida. Você artificializa o futuro. Meu sonho é não interferir na natureza, mas deixar que ela sonhe por mim”.

Seu encontro e dedicação ao caminho espiritual, surgiu de uma promessa e foi impulsionado pelas injustiças com as quais se deparava: “Decidi buscar na dimensão espiritual o que não encontrava na terra. Eu não conseguia me adaptar, como não consigo me adaptar até hoje, a tantas coisas que acontecem no Brasil e no mundo: a fome no Nordeste, a mortalidade infantil por falta de recursos, e muitas outras situações. Não consigo entender porque as pessoas se adaptam”.

“Terra de Deus Repentista”, seu primeiro CD produzido pelo selo Batoke, revela sua inspiração. Mesmo que algumas composições tenham nascido da dor e do sofrimento de um povo, sua mensagem transcende para a dimensão espiritual.

“O nome do CD, ‘Terra de Deus Repentista’, talvez seja minha pretensão de adjetivar um deus. Vendo o Nordeste só posso entender que é uma terra que Deus improvisou antes de terminar a Criação. Não sei por que fez isso, mas sei porque fiz essa música”.

Carlos Buby não se define como artista, apenas como compositor. Para ele Arte não se limita a uma das expressões que costumamos chamar de arte, como teatro, cinema, pintura. “A arte é encanto, é levar ao outro o encantamento. A arte do músico é a mesma de um cirurgião ou de um mecânico”. E assim, derramando encanto em “Terra de Deus Repentista”, Carlos Buby retorna ao público e afirma:”Ninguém tem público. O público é que generosamente nos tem”.

Muito Axé  para o Sr., Pai Buby!

Video/texto retirado do youtube

Hoje é dia de Iemanjá!!!

Hoje é um dia de muita alegria, emoção e devoção.

Hoje, dia 2 de fevereiro, é dia da Rainha do Mar, da Senhora de Coroa Estrelada, da Mãe da Umbanda, dos Orixás e Mãe de nossas Cabeças… que privilégio nosso, não é mesmo?!?

Encontrar um único adjetivo, atributo ou qualidade a Mãe Iemanjá é muito difícil, afinal ela é aquela que nos acolhe, alimenta, conduz, fecunda, nutri, intui… Sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes e com Nossa Senhora das Candeias, seu maior festejo acontece na Praia do Rio Vermelho em Salvador/Bahia por uma multidão de pessoas das mais diversas religiões, principalmente pelos adeptos do Candomblé e da Umbanda. Continuar lendo Hoje é dia de Iemanjá!!!

Oração aos orixás

Que a irreverência e o desprendimento de Exú nos animem a não encarar as coisas de forma como elas parecem á primeira vista e sim que nós aprendemos que tudo na vida,por pior que seja,terá sempre o seu lado bom e proveitoso! LARO YÊ  EXU!!

Que a tenecidade de Ogum nos inspire a viver com determinação,sem que nos intimide com pedras,espinhos e trevas.Sua espada e sua lança,desobstruam nosso caminho e seu escudo nos defenda! OGUM YÊmeu Pai!

Que ao labor de Oxossi nos estimule a conquistar sucesso e fartura á custa de nosso próprio esforço.Que suas flechas caiam á nossa frente,á nossas costas,á nossa direita e á nossa esquerda,cercando-nos para que nenhum mal nos atinja. OKÊ ARÔ ODE!!

Que as folhas de Ossanhe forneçam o bálsamo revitalizante que restaure nossas energias,mantendo nossa mente sã e corpo são. EWE OSSANHE!

Que Oxum nos dê a serenidade para agir de forma consciente e equilibrada.Tal como suas águas doces -que seguem desbravadoras no curso de um rio,entercortando pedras e se precipitando numa cachoeira,sem parar nem ter como voltar atrás,apenas seguindo para encontrar o mar-assim seja que nós possamos lutar por um obletivo sem arrependimentos. ORA YEYÊO OXUM!!!

Que o arco íris de Oxumaré tranporte para o infinito nossas orações,sonhos e anseios,e que nos traga as respostas divinas,de acordo com nossos merecimentos. ARROBOBO OXUMARÉ!!

Que os raios de Iansã alumiem nosso caminho e o turbilhão de seus ventos leve para longe  de nós aqueles que  se aproximam com o intuito de se aproveitarem de nossas fraquezas. EPA HEY OYÁ!

Que as pedreiras de Xangô sejam a consolidação da lei divina em nosso coração.Seu machado pese sobre nossas cabeças agindo na consciência,e sua balança nos incuta o bom senso. CAÔ CABELECILE!

Que as ondas de Iemanjá nos descarreguem,levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia,dando-nos a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que  nos causa dor,e que seu seio materno nos acolha e nos console.ODOYÁ,IEMANJÁ!

Que as cabaças de Obaluaiê tragam não só a cura de nossas mazelas corporais,como também ajudem nosso espírito a se despojar das vicissitudes. ATOTÔ OBALUAIÊ!

Que a sabedoria de Nanã nos dê uma outra perspectiva de vida,mostrando que,cada nova existência que temos,seja aqui na terra ou em outros mundos,gera a bagagem que nos dá meios para atingir a evolução,e não uma forma de punição sem fim como julgam os incensatos. SALUBA NANÃ!

Que a vitalidade dos Ibejis nos estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado;que nós não percamos a pureza mesmo que,ao nosso redor,a tentação nos envolva.Que a inocência não signifique fraqueza,mas sim,refinamento moral! ONI DI BEIJADA!!

Que a paz de Oxalá renove nossas esperanças de que,depois de erros e acertos;tristezas e alegrias;derrotas e vitórias;chegaremos ao nosso objetivo mais nobre,aos pés de Zambi Maior! EPA BABÁ Grande Pai Oxalá!

Que assim seja, porque assim o é, porque assim o será!

BUSCANDO MEU ORIXÁ!

Saravá meus irmãos!
Coloco aqui uma bonita mensagem do Pai Benedito, escrita por Rodrigo Queiroz.
Vale a pena a leitura.

Ele andava triste, por muito tempo buscava uma resposta para suas aflições religiosas. Temia que sua fé minasse a ponto de não mais bater cabeça… quando aconteceu este encontro. Em meio ao perfume das ervas queimando na brasa, ao som dos atabaques, penumbra iluminada por velas, ele ajoelha e desaba: Continuar lendo BUSCANDO MEU ORIXÁ!