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Carlos Buby – Templo Guaracy


www.temploguaracy.org.br

Carlos Buby é Babalorixá, nascido em berço católico, no interior de Alagoas. Aos sete anos, migrou com sua família para São Paulo. Desde jovem, despertou para a música e em 1967 ganhou o primeiro e terceiro lugar do I Festival Colegial da Música Popular Brasileira, com duas músicas que foram em seguida censuradas pelo regime de exceção. O fato causou uma tremenda frustração que levou Carlos Buby a ingressar na Umbanda em busca de respostas existenciais e de espiritualidade. Finalmente, abdicou de sua carreira musical e de contratos promissores com grandes gravadoras, para dedicar sua vida a seguir os conselhos do seu guia, Caboclo Guaracy. Profundo pesquisador dos fenômenos naturais, Carlos Buby fundou o Templo Guaracy em 1973 e desde então dirige os 14 templos existentes no Brasil, na Europa (Portugal, França, Áustria, Suíça, Belgica) e na América do Norte (Califórnia, Nova Iorque, Washington e Canadá). Ao longo desses anos, ele desenvolveu um elaborado modelo cosmogónico baseado na tradição afro-brasileira, que traz luz na compreensão da dinámica da Vida na Terra. Recentemente consolidou os principios que deram origem a Filosofia Guaracyana, usando uma abordagem humanista, universal, apolítica e não-religiosa.

Fonte: TEDxSP – http://www.tedxsaopaulo.com.br/

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Ricardo Barreira recebe o Prêmio Guaracyano 2010

Ricardo Barreira recebe o Prêmio Guaracyano 2010 – Saiba o porquê.

Geografias mudam. Alguma dúvida? Então vejamos. Alguém, nos anos 80, diria que a China  se tornaria uma das maiores potências econômicas do planeta ou que a Índia seria grande exportadora de tecnologia? Ou que a América do Sul sediaria os dois maiores eventos esportivos do mundo em uma mesma década?

Mesmo no território brasileiro,vocações de regiões, estados e cidades mudam sem nenhum tipo de constrangimento. No passado, as religiões de matriz africana estavam mais ligadas ao Rio de Janeiro e Bahia. Hoje o cenário é diferente. E o maior exemplo é Bauru, no interior de São Paulo.A cidade que tem 360.000 habitantes e cujo lema é “ Sentinela Alerta”, apresenta-se como um importante pólo irradiador da cultura afro-brasileira e da tolerância religiosa. Se a lei municipal 10.639, aprovada em 2009, dedicou o dia 15 de novembro à comunidade umbandista de Bauru, o UmbandaFest evento de cunho cultural e educacional que existe há 5 anos e recebe a cada edição centenas de pessoas de todas as regiões do Brasil foi o grande responsável por inserir a cidade paulista no cenário religioso.

Todas essas conquistas são resultados de um trabalho persistente e planejado do babalorixá Ricardo Barreira que carrega como credenciais o fato de ser Umbandista, Sacerdote do Templo de Umbanda Cacique Thunan,Fundador do Instituto Sócio Cultural Umbanda Fest e Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo “Reino de Oxalá”.

Aos 32 anos,esse paulista, pai de duas meninas, é também palestrante e apresentador de rádio. O início de seu trabalho remonta ao ano de 1996, quando aos 18 anos lança um boletim (que daria origem ao jornal Umbanda Sagrada) com o objetivo de unir a comunidade umbandista bauruense e desmistificar a religião na cidade. Com o passar do tempo, e com os primeiros objetivos atendidos, o boletim começou a trazer questões mais complexas em suas matérias, expandindo seus horizontes. Foi então que Barreira percebeu que era hora de um outro projeto, tão audacioso quanto o próprio nome : MACUMBA, Movimento de Ação Comunitária Umbandista, que tinha como meta desenvolver ações sociais e mostrar que a religião tinha o objetivo de apoiar o desenvolvimento das pessoas e da sociedade e não fazer mal , como muitos erroneamente acreditavam. Segundo o próprio Ricardo “ Se as pessoas aceitassem a MACUMBA, aceitar a Umbanda seria mais fácil”.

E a aceitação se deu. E com ela mais um passo no caminho de divulgar a Umbanda para o mundo:a criação da UmbandaFest , então com propósitos artísticos e culturais. OMACUMBA virou Instituto Sócio Cultural Umbanda  Fest e o trabalho aumentou. Eventos, reportagens, trabalhos sociais, articulações políticas surgiram com a fundação do Instituto, responsável pela maior festa cultural das religiões afro-brasileiras, reunindo os maiores nomes artísticos da área.

Em paralelo, uma série de ações mobilizadoras se desenvolveram. A campanha “ Umbanda, eu visto esta camisa” virou febre em Bauru. Os umbandistas decidiram mostrar sua força e saíram às ruas com a camiseta do movimento. O propósito era claro. Se a religião pregava a paz, o amor, por que escondê-la? Em todos os lugares da cidade e via, e ainda se vê, pessoas passeando com o slogan no peito, e no coração.

Ricardo também decidiu ir aos jovens plantar a semente do respeito ao semelhante. Em escolas e faculdades, começou a dar palestras mostrando a Umbanda real, sem estigmas e mistérios.Sem buscar converter, os encontros, que acontecem até hoje, têm o objetivo de apresentar a única religião genuinamente brasileira. Como Barreira diz “Temos que mostrar a profunda ligação da Umbanda com a nossa cultura e tirar qualquer culpa dos jovens pela imagem errônea que carregam de nossos cultos”.

Além do caráter sociológico e antropológico, o pai-de-santo procura mostrar a outra face da Umbanda: a de real defensora da Natureza. A sustentabilidade, palavra hoje na moda, existe nos umbandistas há muito tempo, já que a Força de cada Orixá está na própria Natureza. Por essa razão, outra campanha foi para as ruas : “ Sou umbandista e respeito a Natureza”. Segundo Ricardo, esta é a terceira porta por onde a Umbanda se faz visível. As duas outras são as ações comunitárias e seu caráter artístico- cultural.

Questionado sobre os próximos passos, Ricardo Barreira apresenta seu novo projeto: o programa Axé Odara. Com estréia marcada para o dia 3 de Julho ele vai ao ar todos os sábados das 10h00 às12h00, na rádio Atitude ( 87,9 FM). Quem mora fora da região de Bauru pode acompanhar a emissão pela internet, através do endereço http://www.axeodara.com/.

Alguém duvida que vai ser mais um sucesso desse embaixador da paz?

Fonte: O Guaracyano – http://oguaracyano.com.br/?p=335

Iyalorixá Tina de Souza

Tina de Souza – ipsi.brasil@gmail.com

www.tinadesouza.com

Tina de Souza, psicóloga clínica, Iyalorixá do Templo Guaracy do Brasil, professora convidada da Universidade de São Paulo, conferencista em vários paises como Brasil, EUA, Canadá e Europa, criadora da teoria Inconsciente Primário – Sistema Integrado (IPSI) e fundadora do Instituto Internacional IPSI, em Genebra-Suiça, desenvolve vários cursos sobre Psicologia e Espiritualidade de uma maneira extraordinariamente profunda e esclarecedora. Atualmente escreve um livro sobre as dezesseis diferentes depressões relacionadas aos dezesseis Orixás quando em desequilíbrio.

Graciosamente aceitou contribuir com textos sobre alguns temas que acredito seja de interesse de todos, como por exemplo a influência e os sintomas dos Orixás quando em desequilíbrio em nossas vidas.

Obedecendo a sequência do Xirê Guaracyano, o primeiro tema a ser discutido nesse espaço é sobre os quatro Orixás do Elemento Fogo: Elegbara, Ogum, Oxumarê e Xango.

“O Elemento Fogo está relacionado com a libido e impulso (Elegbara), movimento contínuo (Ogum), composição e direção (Oxumarê), realização ou cristalização (Xango).
Elegbara é a primeira qualidade ou Elemental do Elemento Fogo. É o propulsor do impulso primário que atua sobre os planos psíquico, físico, energético, vibratório e espiritual. Existem duas consciências que compoem esse Elemental: a consciência masculina que corresponde os Exús e a consciência feminina que corresponde as Bombogiras.
Quando há o desequilibrado em Elegbara, o indivíduo apresenta alguns sintomas psicológico, como por exemplo o silêncio e a apatia. O silêncio se torna a sua “fala” e a apatia o seu “descanso”. O excesso de pensamentos causa conflitos internos angustiantes causando muitas vezes ambivalência de comportamento.
No aspecto psicológico é importante ouvir o seu silêncio para tirá-lo da alienação, acolher seus pensamentos causadores de conflitos ajudará a diminuir a angustia, fascilitando uma nova consciência no que diz respeito à prioridades.
Espiritualmente o re-equilíbrio de Elegbara poderá ser dado através de rituais específicos, dependendo o Elemento que causou o desequilíbrio. Exemplo: Se for excesso de “fogo” é importante que nas oferendas ou rituais tenham componentes correspondentes aos Elementos Terra e Água como antagonistas. Existem situações que é necessário usar o excesso do excesso do fogo como aliado para o re-equilíbrio.
As vezes as pessoas confundem quando dizem que estão sentindo falta do Elemento Fogo em suas vidas porque não se sentem entusiasmadas, por exemplo. No entanto pode ser a falta do Elemento Ar. É atraves desse Elemento que o fogo será ativado. Por isso é importante saber quando utilizar o Elemento Ar para re-equilibrar o fogo, porque muitas vezes acaba desequilibrando ainda mais”. Tina de Souza

Curso: Orixás – Enfoque Psicológico
Data: 28 de Março de 2010
Local: São Paulo – SP
Maiores informações: ipsi.brasil@gmail.coml
ou visitem: www.tinadesouza.com