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Homenagem do Templo Guaracy aos Exús e Bombojiras.

Saravá!!

Compartilho com vocês o video Catimbó, dirigido pelo Babalorixá Carlos Buby.

Obrigada querido Pai Buby por enaltecer nossa maravilhosa religião com sua arte. Que o seu cântico seja um grito sereno de paz e libertação para todos.

“O TÍTULO DA MÚSICA CATIMBÓ É UMA EXPRESSÃO POÉTICA, sem a pretensão de relacionar a música ao Culto do Catimbó. O Tema é uma homenagem aos EXÚS e BOMBOJIRAS, segundo a visão do Templo Guaracy. “OS CAMINHOS DA GUERRA JAMAIS TOCARÃO MEUS PÉS, ENQUANTO EU FOR LIVRE PARA CAMINHAR”. (Palavras de JAMATUM, Guardião da Espada, Libertador da “MOÇA TÃO BONITA”)

Carlos Buby

Canto para Iansã

Queridos irmãos,

Compartilho com vocês uma homenagem que o Babalorixá, cantor e compositor Carlos Buby fez em louvor à Iansã. Foi formado um coral com 12 filhos de Xangô, representando os 12 Ministros deste Orixá.
Parabéns Pai Buby por esse belíssimo trabalho.
Eparei Oyá!!!

Contato: flavia@batoke.com.br
www.batoke.com.br

Homenagem a Ogum – Carlos Buby

HOMENAGEM DO TEMPLO GUARACY A OGUM

“Quando canto para Ogum me sinto um menino livre e protegido.
Em cada compasso regido pela Espada de Luz percebo os passos que ainda não dei. Nos acordes marcados pela cadencia da alvorada, me aqueço com o Manto encarnado, presente em cada amanhecer. Quando canto para Ogum me sinto parte da Banda que a Umbanda nos revelou. Mas para haver harmonia precisamos cantar juntos”.
Carlos Buby

Um pouco mais sobre o Babalorixá Carlos Buby:

Homem de poucas palavras e de respostas rápidas, Carlos Buby nasceu em uma fazenda do interior de Alagoas, no nordeste brasileiro. Dessa origem, carrega os traços fortes marcados pelos contrastes de nossa terra. Contrastes que lhe trouxeram inspiração para a musica e para busca da espiritualidade.

Chegou em São Paulo aos sete anos de idade e, já aos 15 anos, teve seu primeiro encontro com a música, ocasião em que compôs “Nas barras de uma rede”. No entanto, a difícil realidade de uma vida de poucos recursos, fizeram com que ele fosse trabalhar como office boy em um laboratório. Fez de tudo um pouco, até mesmo viajar à lugares remotos do interior do Brasil em busca de oportunidades. Se os anos que seguiram em busca do sonho de musico não foram fáceis, contribuíram muito para a estrutura do homem que é hoje. Cantou em bares, com sua banda fez shows nos mais diversos lugares, e participou dos festivais de música da época, berço de talentosos compositores da MPB.

Essa trajetória, e mais tarde uma experiência como enfermeiro, foram os pilares de sua formação num tempo em que a ditadura e a repressão tentavam calar sua voz e a de muitos outros que, como ele, eram perseguidos por perseguirem seus sonhos.

Aos 17 anos, foi vencedor do Primeiro Festival Inter-colegial da Musica Brasileira, classificando duas músicas: “Chofer de Caminhão” (vencedora do festival) e “Fórmula I”. Músicas fortes que venceram por dizerem o que o povo queria ouvir mas que, no entanto, jamais receberam o prêmio de serem gravadas pois falavam o que não era permitido dizer.

Porém, uma “força interna” que ele chama de Guaracy, jamais permitiu que abandonasse seu sonho. “O que a gente pensa que é um sonho, na verdade é uma expectativa de vida. Você artificializa o futuro. Meu sonho é não interferir na natureza, mas deixar que ela sonhe por mim”.

Seu encontro e dedicação ao caminho espiritual, surgiu de uma promessa e foi impulsionado pelas injustiças com as quais se deparava: “Decidi buscar na dimensão espiritual o que não encontrava na terra. Eu não conseguia me adaptar, como não consigo me adaptar até hoje, a tantas coisas que acontecem no Brasil e no mundo: a fome no Nordeste, a mortalidade infantil por falta de recursos, e muitas outras situações. Não consigo entender porque as pessoas se adaptam”.

“Terra de Deus Repentista”, seu primeiro CD produzido pelo selo Batoke, revela sua inspiração. Mesmo que algumas composições tenham nascido da dor e do sofrimento de um povo, sua mensagem transcende para a dimensão espiritual.

“O nome do CD, ‘Terra de Deus Repentista’, talvez seja minha pretensão de adjetivar um deus. Vendo o Nordeste só posso entender que é uma terra que Deus improvisou antes de terminar a Criação. Não sei por que fez isso, mas sei porque fiz essa música”.

Carlos Buby não se define como artista, apenas como compositor. Para ele Arte não se limita a uma das expressões que costumamos chamar de arte, como teatro, cinema, pintura. “A arte é encanto, é levar ao outro o encantamento. A arte do músico é a mesma de um cirurgião ou de um mecânico”. E assim, derramando encanto em “Terra de Deus Repentista”, Carlos Buby retorna ao público e afirma:”Ninguém tem público. O público é que generosamente nos tem”.

Muito Axé  para o Sr., Pai Buby!

Video/texto retirado do youtube